quarta-feira, 8 de julho de 2015

Concessionária de Confins admite preços 20% acima do mercado e anuncia medidas para redução

Levantamento realizado pelo site Mercado Mineiro a pedido do Estado de Minas, mostra que lanche em Confins custa até 360% mais que na capital

Edésio Ferreira/EM/D.A Press


A concessionária que administra o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, admitiu nesta quinta-feira que os preços praticados por alguns comerciantes do terminal são de fato, acima do mercado. Em audiência pública, realizada na manhã desta quinta, a BH Airport, responsável pela gestão de Confins, explicou aos deputados da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que os valores cobrados pelas bebidas, comida e estacionamento no aeroporto estão além dos praticados no mercado e que medidas estão sendo tomadas para reduzir a diferença.

O relações institucionais da BH Airport, Guilherme Motta Gomes, afirmou que os contratos atualmente vigentes foram “herdados” da Infraero, sem cláusulas de regulação de preços. Ele reconhece que algumas lojas oneram entre 15% e 20% os preços em relação a outros lugares de Belo Horizonte. Mas, segundo ele, já estão em andamento licitações para ocupação dos espaços e os novos contratos, que devem estar em vigência até novembro, exigirão dos comerciantes a prática de preços compatíveis com o mercado geral.


De acordo com pesquisa realizada pelo site Mercado Mineiro a pedido do Estado de Minas, o tradicional pão de queijo não custa menos de R$ 4,50 no terminal. O levantamento comparou os preços praticados em Confins e na Região Central de BH. Na cidade, o quitute mineiro pode ser encontrado pelo preço médio de R$ 1,31, variação de 243,51% em relação ao aeroporto. No entanto, a maior disparidade nos preços, de 360,40%, foi constatada no misto quente, vendido pela média de R$ 3,03 nas lanchonetes e a cerca de R$ 13,95 no terminal.

Ainda na assembleia desta quinta-feira, Guilherme Gomes informou que outra estratégia da concessionária, é ampliar a diversidade de produtos para estimular a concorrência e, naturalmente, pressionar a redução dos preços. Guilherme afirmou também que estão sendo realizadas negociações com os comerciantes atuais para que sejam oferecidas promoções diárias.

Sobre os preços do estacionamento, o representante da administradora apresentou uma tabela com os valores em Confins, inferiores aos praticados na maioria dos aeroportos brasileiros. No terminal, o valor da hora é R$ 8 e da diária, em média, R$ 40, variando com o local escolhido. No Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, os valores são, respectivamente, R$ 10 e R$ 50; no Galeão (Rio de Janeiro), R$ 14 e R$ 61; em Guarulhos (São Paulo), R$ 12 e R$ 45; e, em Brasília, R$ 10 e R$ 36.

Durante a assembleia, o relações institucionais da BH Airport sugeriu ao consumidor a opção das máquinas automáticas para fugir dos preços altos no aeroporto. Segundo Guilherme, elas apresentam valores razoáveis. Entre os exemplos apresentados, a garrafa de 500 ml de água mineral custa R$ 3; refrigerante lata, R$ 4; suco, R$ 4; sanduíche, R$ 8; e café expresso, R$ 2. Ele afirma que existem máquinas colocadas em 15 pontos diferentes do terminal.


http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2015/07/02/internas_economia,664424/concessionaria-de-confins-admite-precos-20-acima-do-mercado-e-anuncia.shtml

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