quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Gotas Salvadoras: #SaúdeMG SRS-BH faz ação da campanha Saúde do Homem no Palácio das Artes


Gotas Salvadoras: #SaúdeMG SRS-BH faz ação da campanha Saúde do Homem no Palácio das Artes

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Na noite de estreia da ópera Lucia de Lammermmor, de Gaetano Donizetti, no Palácio das Artes, arte e saúde saudaram-se mais uma vez. O foyer do Grande Teatro foi iluminado de azul e o público recebeu laços azuis na entrada, fruto da parceria entre a Secretaria de Estadode Saúde de Minas Gerais (SES-MG), por meio daSuperintendência Regional de Saúde (SRS) de Belo Horizonte, e a Fundação Clóvis Salgado. A mobilização é parte da Campanha de Promoção à Saúde do Homem, que convoca os homens a terem atitude e procurarem os serviços de saúde.
“Estamos muito satisfeitos em realizar essa parceria entre Saúde e Cultura e em contribuir para a divulgação da campanha Saúde do Homem. No nosso entendimento, a veiculação de uma campanha desse porte utilizando a cultura potencializa a sensibilização da população sobre a importância dos cuidados preventivos”, afirmou o presidente da Fundação Clóvis Salgado, Augusto Nunes Filho.
O tenor aposentado do Palácio das Artes, João de Freitas, de 76 anos, destaca a relevância da ação. “Acho oportuna a ação. Tudo o que se faz é necessário para orientar os homens e, principalmente motivá-los para a preservação da saúde”.

LUCIA DI LAMMERMOOR

Encenada pela primeira vez em 26 de setembro de 1835, inaugura um formato operístico diferenciado para sua época, apresentando inovações tanto na música quanto no libreto, de Salvadore Cammarano. O enredo é baseado no título The Bride of Lammermoor, de Walter Scott.
http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/story/7686-srs-bh-campanha-saude-do-homem-palacio-das-artes
Por Leandro Heringer

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sábado, 7 de novembro de 2015

Recuperação ambiental na região de Bento Rodrigues vai demorar de 10 a 15 anos


Há quem defenda revisão dos modelos de exploração de minério


Gladyston Rodrigues/EM/D.A PRESS

Com a ruptura da barragem, a comunidade de Bento Rodrigues, vegetação, margem e leito de rios foram tomados pela lama: inicialmente, foi descartado risco de material ser tóxico (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A PRESS )
Se a tragédia que devastou o subdistrito de Bento Rodrigues vai demorar a ser superada pelos moradores, a natureza também vai cobrar o seu tempo pela recuperação. Especialistas estimam que vá demorar pelo menos uma década para que a vegetação se restabeleça na região engolida pela lama, possibilitando o desenvolvimento de um novo ecossistema. A revitalização total, porém, é difícil de determinar, já que foram atingidas margem e leito dos rios e a própria comunidade.
“O que aconteceu foi uma degradação total pelo rompimento da estrutura vegetativa. Daqui um tempo, o solo vai aproveitar este material que veio com a lama: ferro, sílica, fósforo, manganês, alimentos naturais das plantas. As experiências que temos mostram que, depois de 10, 15 anos, a recuperação da vegetação é quase plena”, explicou o gerente de meio ambiente da Fiemg, Wagner Soares Costa. “O que pode acontecer é que algumas espécies tenham sensibilidade maior, sendo extintas naquela região.”

Segundo Wagner, a partir desta revegetação, animais como roedores retornam, reequilibrando a cadeia alimentar. “Neste momento, pelas imagens, ficamos assustados, mas depois tudo se adequada. Vamos ter uma várzea, que é rica organicamente e, em três, quatro anos, se tudo ocorrer bem, alguma evolução”, detalha.

Para o geólogo Allaoua Saadi, do Departamento de Geografia do Instituto de Geociências da UFMG, o tempo de regeneração é difícil de determinar. “São muitos fatores envolvidos. Temos a questão da natureza e da sociedade, que caminham juntas. Leitos e margens dos rios foram afetados e cada um vai ter uma reação diferente. A gente só vai saber quando tiver acesso à área”, afirmou. “Do ponto de vista social, a questão também é complexa: essas pessoas vão querer continuar vivendo lá? Fechar a mina é impensável, pois sabemos o impacto econômico”, completou.

Há avaliações bastante negativas, como a da coordenadora do Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais (Gesta) da UFMG, Andréa Zhouri. “Em geral, são trabalhadores que viviam ali que terão de ser realocados, porque será inviável voltar a morar na área devastada. São mais de 10 quilômetros de lama, não tem recuperação”, alertou. “A região está saturada da mineração e não é mais prudente licenciar obras. É um modelo colonial, ultrapassado, que precisamos discutir e rever.”
Corpo de Bombeiros/divulgação
Materiais tóxicos
Especialistas afastaram, em princípio, a hipótese de haver materiais tóxicos. “Esse tipo de mineração só faz lavagem do minério. Em primeira avaliação, o poluente não é muito grave. Tem que se fazer análise, pois se tiver algum material tóxico, como arsênio, zinco, por exemplo, precisará ser investigado e cobradas explicações”, afirma Saadi.

http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/11/07/interna_gerais,705421/recuperacao-ambiental-na-regiao-de-bento-rodrigues-vai-demorar-de-10-a-15-anos.shtml

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Tsunami de lama avança mais de 100 quilômetros e pode chegar ao Espírito Santo


Após arrasar Bento Rodrigues, deixando pelo menos 13 desaparecidos, mancha de resíduos inunda distritos e cidades e já corre pelo Rio Doce. Barragens operam para amortecer danos



Corpo de Bombeiros/divulgação
O vagalhão de água, lama e rejeitos liberado pela maior tragédia da mineração na história de Minas Gerais atingiu ontem a Bacia do Rio Doce, varrendo pelo caminho povoados, cidades e cursos d’água e acrescentando uma nova dúvida às dezenas de perguntas ainda sem respostas em torno do desastre: até onde chegarão os danos ambientais causados pelo rompimento de barragens da mineradora Samarco? Após arrasar o povoado de Bento Rodrigues, a mancha atingiu os cinco distritos de Mariana pelo caminho e fez o Rio Gualaxo do Norte subir repentinamente cinco metros, inundando a cidade vizinha de Barra Longa. Agora, avança por um dos maiores rios de Minas – já castigado pela crise hídrica e pela poluição – e ameaça afetar municípios até no Espírito Santo, onde o manancial deságua no Atlântico. O alerta foi emitido pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), que mantém monitoramento de hora em hora da bacia. Segundo o órgão, a onda se desloca pela calha do Rio Doce, onde atingiu a Usina Risoleta Neves (Candonga), a 111 quilômetros de Mariana, logo na manhã de ontem. A previsão é de que Governador Valadares, a maior cidade mineira no curso do acidente, sinta os efeitos na madrugada de amanhã.
Segundo a Agência Nacional de Águas, o Operador Nacional do Sistema Elétrico está coordenando manobras em regime especial em barragens ao longo da bacia, para amortecer o volume da onda. Pelo menos 15 cidades são alertadas sobre efeitos do tsunami que liberou de uma vez volume de rejeitos equivalente ao rompimento simultâneo de nove represas do porte da Pampulha, em BH. No caminho, além de Valadares estão Ponte Nova, Nova Era, Antônio Dias, Coronel Fabriciano, Timóteo, Ipatinga, Tumiritinga, Resplendor, Galileia, Conselheiro Pena e Aimorés, em Minas. Baixo Guandu, Colatina e Linhares, no Espírito Santo, já foram alertados para o risco de enchentes.


Após receber o alerta da CPRM, a Câmara Técnica de Gestão de Eventos Críticos (CTGEC) do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce divulgou alerta para alteração abrupta do nível d’água, razão pela qual recomenda aos usuários que protejam suas instalações de captação durante a passagem da cheia. Não há razões para alarme sobre inundações nos municípios.


Jair Amaral/EM/D. A Press


BUSCAS E DESESPERO
Em Mariana, quem já havia enfrentado a fúria da lama se dividia entre a insegurança, a perplexidade e o desespero. A situação é pior para parentes de desaparecidos. Ontem, os números continuavam conflitantes. A Samarco estimava 13 trabalhadores sumidos na área da Mina do Germano, onde estourou a barragem de rejeitos e uma represa de água. O sindicato dos trabalhadores (Metabase) em Mariana falava em 15 operários e entre 10 e 15 moradores de Bento Rodrigues cujo destino ainda era desconhecido. Apenas uma morte está oficialmente confirmada. Um segundo óbito chegou a ser contabilizado, mas não foi estabelecida ligação com o desastre. Cerca de 500 pessoas foram resgatadas ao longo do dia e autoridades trabalhavam no cruzamento de informações para chegar ao real número de vítimas procuradas.


A Samarco admitiu que não houve alerta sonoro para alertar moradores que estavam no caminho da onda de lama, trabalho que foi feito por ligações telefônicas. O Ministério Público de Minas Gerais condenou a situação e informou que o alarme é obrigatório. O MP critica também a política de licenciamento de empreendimentos do tipo mantida pelo governo do estado, sustentando que faltam critérios técnicos, a fiscalização é omissa e nem as estruturas devidamente licenciadas têm segurança garantida. A Coordenação das Promotorias de Meio Ambiente instaurou investigação para apurar a tragédia, com prazo de 30 dias para conclusão. Não está descartado pedido de revogação de licença da mineradora ao fim do processo, que mobiliza 12 promotores.






ABALOS
Fazem parte da investigação do MP tremores de terra que foram confirmados por sismógrafos de Brasília e São Paulo nas proximidades da estrutura que entrou em colapso. O desafio agora é definir qual pode ser a relação dos abalos com a tragédia. Está em apuração também uma suposta explosão de uma mina da Mineradora Vale, do mesmo grupo da Samarco, que ocorreu em horário próximo ao do rompimento do reservatório de rejeitos. Porém, promotores são claros ao sustentar que a estrutura que se rompeu deveria ter capacidade para absorver ambos os fenômenos.
http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/11/07/interna_gerais,705407/onda-de-lama-avanca-e-multiplica-estrago.shtml

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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

#ForçaMariana: campanha na internet pede ajuda e doações para as vítimas; colabore






O Estado de Minas e o Portal Uai reforçam a campanha na internet para ajuda às vítimas da tragédia em Bento Rodrigues, subdistrito de Santa Rita Durão, distrito de Mariana, na Região Central de Minas Gerais. Inicialmente, o ponto de apoio dos desabrigados é o ginásio da Arena Mariana. O local está recebendo doações de colchões, fraldas, água mineral e produtos de higiene. Os desabrigados também devem ser alojados no local, provisoriamente. Hotéis e pousadas locais também se organizam para oferecer abrigo a quem teve a casa invadida por lama tóxica. Com as hashtags #ForçaMariana e #ForçaBentoRodrigues, a campanha teve mais de 300 compartilhamentos em apenas meia hora no ar nas páginas do EM e do Uai no Facebook. Comparilhe:



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Veja como ajudar as vítimas da tragédia em Mariana

Veja como ajudar as vítimas da tragédia em Mariana: https://t.co/oagEvpa6ys



Veja como ajudar as vítimas da tragédia em Mariana/MG
Pelas redes sociais, internautas brasileiros, principalmente os mineiros, estão se mobilizando para ajudar os atingidos pela tragédia no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, região Central de Minas.
Estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), por exemplo, irão montar postos no Instituto de Ciências Humanas e Sociais para receber donativos. As doações poderão ser entregues a partir desta sexta-feira (6).

Além disso, diversos eventos estão sendo criados no Facebook para articular as doações. Por enquanto, alimentos, roupas e materiais de higiene pessoal estão sendo levados para o Ginásio da Arena Mariana, na rua do Catete, 166, centro do município.
A partir de sexta-feira, a expectativa é de que novos postos de arrecadação sejam montados por diversas cidade do Estado.
Nesta quinta-feira (5), uma barragem de rejeitos da Samarco Mineradora rompeu. Toneladas de lama atingiram o distrito, que teve que ser evacuado. Várias pessoas estão desaparecidas e ao menos duas pessoas morreram. Contudo, o número de vítimas ainda é incerto.

Entenda mais sobre a tragédia: http://jornalonlinedopovo.blogspot.com.br/2015/11/barragem-de-mineradora-rompe-em-mariana.html

Redação: Jornal Online do Povo
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