quinta-feira, 2 de julho de 2015

Não tenha vergonha de ser pobre



O artigo de hoje foi escrito por Marcos Rezende, que escreve
 regularmente sobre desenvolvimento pessoal e negócios no
 Insistimento. 

Fui criado no subúrbio do Rio de Janeiro, mais precisamente em
Realengo, bairro da Zona Oeste da cidade, próximo a Bangu, Padre 
Miguel e Deodoro.

Era década de 90 e eu pegava um trem todos os dias às 7 horas da
manhã para ir de Realengo até o Centro onde ficava a empresa 
onde eu era empregado.

Eu caminhava uns quinze minutos da minha casa até a estação de
trem, pagava a passagem e ia em direção a plataforma onde 
o trem lotado em direção a zona central da cidade parava
 para o embarque.

A viagem de quarenta minutos a uma hora era marcada por muito
 barulho, calor e aperto, pois a cada nova estação, mais gente 
entrava naquele ambiente que já estava lotado.

Me lembro de chegar no trabalho suado com a roupa colando no 
corpo antes do expediente começar.

Enfim, o tempo passou, eu parei de pegar trem e para mim aquilo
 não é mais uma realidade.

Porém, para amigos meus daquela época essa realidade ainda está 
tão presente que eles chegam a publicar fotos do aperto que 
passam dentro dos trens quase vinte anos depois nas redes sociais.
O que aconteceu de diferente comigo que não aconteceu aos 
meus amigos?

Se morávamos no mesmo lugar e praticamente tínhamos acesso as
 mesmas oportunidades, o que aconteceu de diferente para eu 
preferir sair do lugar enquanto eles optaram por continuar a viver 
aquela mesma vida todos os dias por quase vinte anos?

Mentalidade de vira-lataDurante muito tempo eu cultivei uma 
mentalidade de vira-lata.

Mesmo sendo um cachorro o vira-lata se contenta em revirar lixos e 
viver de migalhas dadas pela vida ao invés de perceber que ele 
poderia se dar algo melhor.

Eu me julgava pela aparência, pelo lugar onde vivia e pelo
 tanto de dinheiro que eu tinha no bolso.

Eu não dava a devida importância a força que vinha de dentro.

Durante o tempo que me permiti ser vira-lata, substituí meus planos e 
sonhos por pequenos momentos de alegria.

Comprei um mp3 player, roupas bonitas e uma mochila da moda
 para mostrar para os outros vira-latas quem eu era.
Assim eu me sentia importante, me sentia alguém. Eu me considerava
 um vira-lata melhor.

De fato, eu tinha vergonha de ser pobre e preferia ter um olho em 
terra de cego do que ter um olho em terra de quem tinha dois 
olhos ou, pelo menos, abrir os meus dois olhos.

Eu troquei a oportunidade de construir a minha história durante um 
tempo pelo barzinho chique do final de semana ou a prestação do
 carro debaixo do travesseiro.

Se existe uma coisa que aprendi, foi que para sair do lugar não 
precisamos sofrer para aprender o caminho. Basta somente termos 
uma visão de futuro e caminharmos de encontro a ela ao invés de 
nos permitirmos “viver o presente” para “curtir a vida”.

Não tenha vergonha de ser pobre, ou melhor, de estar pobre.

A menos que você tenha trocado a oportunidade de persistir na 
busca pelos seus sonhos pela manutenção do status da sua vidinha.

Todos, todos nós podemos sair do lugar onde não estamos 
satisfeitos, bastando uma concentração do foco e nenhuma distração.


Aliás: “Foco é dizer não” ~ Steve Jobs

Marcos Rezende, 35 anos, praticante de jiu-jitsu, pai de dois filhos e
 padrasto de outras duas meninas, escreve regularmente
 sobre desenvolvimento pessoal e negócios no Insistimento. 
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conteúdo de primeira, orientação profissional e apoio financeiro
 para o seu projeto.

http://www.saiadolugar.com.br/empreendedorismo/nao-tenha-vergonha-de-ser-pobre/

http://doesangueoficial.blogspot.com.br/2015/06/nao-tenha-vergonha-de-ser-pobre.html

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