segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O Zé Gotinha: Conheça a história do símbolo da vacinação no Brasil


ZÉ GOTINHA


Para entender um pouco o surgimento do personagem ZÉ GOTINHA é preciso voltar no tempo. A primeira tentativa de controlar a poliomielite no Brasil aconteceu em 1971 com a instituição do Plano Nacional de Controle da Poliomielite pelo Ministério da Saúde, em consequência de vários surtos da doença no país. No final de 1979 e início de 1980 ocorreu uma grave epidemia de poliomielite nos estados de Santa Catarina e Paraná. A estratégia adotada para conter esse quadro, em curto espaço de tempo, foi a vacinação maciça de crianças, em todo o Brasil. Criou-se, então, os Dias Nacionais de Vacinação com o objetivo de vacinar todas as crianças na faixa etária de zero a cinco anos de idade em um só dia. Após os Dias Nacionais de Vacinação houve significativa redução do número de casos de poliomielite no país.

Na década de 80, o Ministério da Saúde percebeu que havia grande resistência da população adulta, além de medo por parte das crianças, em relação às vacinas. Com isso, surgiu a ideia de criar um símbolo que fosse capaz de dialogar com diferentes públicos, especialmente o infantil, para motivar e informar sobre vacinação.
O artista plástico Darlan Manoel Rosa, atendendo convite do Ministério da Saúde e com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF, criou em 1986 uma logomarca para marcar o compromisso assumido pelo Brasil de erradicar a poliomielite até 1990.
Para dar uma identidade ao novo boneco-símbolo da campanha de erradicação da pólio, o Ministério da Saúde realizou um concurso com a participação de estudantes de todo o país para a escolha do nome. Assim surgiu o nome Zé Gotinha. E além de popularizar o símbolo, o concurso abriu portas a oportunidades de mobilização nacional sobre o tema vacinação.
Desde a criação do Zé Gotinha, ele aparece em todas as campanhas de vacinação e também participou da campanha de rubéola para mulheres e homens até 39 anos de idade e da campanha contra o vírus Influenza.
Atualmente, o Zé Gotinha é o símbolo do Programa Nacional de Imunizações. A coordenadora do PNI, Carla Domingues, explica que além de ser utilizado nas campanhas do Ministério, é usado como símbolo da vacinação de rotina para toda a família, com o slogan “Vacinação virou programa de família”.
O símbolo do Zé Gotinha é influenciador e ele continua com uma grande capacidade de mobilização nacional a respeito da importância da vacinação e prevenção de várias doenças. “Todas as crianças adoram o Zé Gotinha e conseguem associar o símbolo à vacinação”, afirma a coordenadora Carla.
Programa Nacional de Imunizações (PNI) – O programa foi formulado em 1973 por determinação do Ministério da Saúde, com o objetivo de coordenar as ações de imunizações que se caracterizavam, até então, pela descontinuidade, pelo caráter episódico e pela reduzida área de cobertura. A proposta básica para o Programa, constante de documento elaborado por técnicos do Departamento Nacional de Profilaxia e Controle de Doenças (Ministério da Saúde) e da Central de Medicamentos (CEME – Presidência da República), foi aprovada em reunião realizada em Brasília, em 18 de setembro de 1973, presidida pelo próprio Ministro Mário Machado Lemos e contou com a participação de renomados sanitaristas e infectologistas, bem como de representantes de diversas instituições.

No campo da divulgação e comunicação, também aconteceram mudanças significativas. Em 1986 ocorreu a criação, pelo artista plástico Darlan Rosa, do personagem que se tornaria símbolo da campanha pela erradicação da Poliomielite no Brasil. A marca proposta foi baseada em estudo fotográfico de 1887, de Eadweard Muybridge, que foi simplificado e transformado em desenho. A este foram acrescidas as duas gotas necessárias à vacinação. Logo em seguida, a mascote foi utilizada em um comercial para o dia nordestino de vacinação, caracterizado como cangaceiro. O nome do personagem da campanha de vacinação contra a poliomielite foi escolhido em 1987 a partir de um concurso, que contou com a participação de escolas públicas de todo o Brasil. O nome vencedor, ZÉ GOTINHA, foi uma sugestão de um aluno do Distrito Federal. O personagem tinha como principal objetivo tornar as campanhas de vacinação mais atraentes para as crianças. E com isso, tornar a vacinação um dia de festa, fazendo com que as crianças queiram participar.


Nos anos seguintes o ZÉ GOTINHA, que rapidamente se incorporou no imaginário infantil, firmou-se como sinônimo de vacina e como referencial para a população em termos de métodos de prevenção, principalmente os referentes às doenças evitáveis por vacinação. Com isso, o personagem adotou uma cor diferente para cada vacina infantil: branco para a pólio, vermelho para o sarampo, azul-marinho para tuberculose, azul-claro para coqueluche, laranja para difteria e verde para tétano. Hoje em dia, além de conscientizar os pais e as crianças sobre a importância da vacinação contra a poliomielite, o personagem alerta a todos sobre a importância da prevenção de várias outras doenças. ZÉ GOTINHA é o novo Embaixador da Saúde, ensinando a cada campanha o valor da gotinha que pode salvar vidas. Uma curiosidade: ZÉ GOTINHA foi um dos responsáveis pelo Brasil ter recebido em 1994 o certificado internacional de erradicação da transmissão do poliovírus.


Na campanha de 2013 o personagem ganhou uma nova apresentação, cantando e dançando junto com as crianças para convocar de uma maneira divertida para a vacinação, que aconteceu no dia 8 de junho. Com uma trilha sonora que lembra muito o funk e o rap, o personagem trazia até uma corrente com suas iniciais ZG. Assista ao vídeo da campanha, criada pela agência Agnelo Pacheco. 

As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial do Ministério da Saúde (www.saude.gov.br), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo Marketing) (Mundo das Marcas) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 16/6/2013

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