Páginas

sexta-feira, 3 de julho de 2015

SC Johnson





A SC Johnson foi fundada em 1886 em Racine (Wisconsin, EUA) e ainda mantém o seu caráter familiar, sendo gerenciada pela família Johnson, em sua quinta geração.
Presente em mais de 110 países, a SC Johnson emprega aproximadamente 13.000 pessoas em todo o mundo. Com o compromisso de promover o bem-estar de seus funcionários, proteger o meio ambiente e contribuir para a comunidade onde atua, a SC Johnson é conhecida pela qualidade de seus produtos, inovação constante e excelência no trabalho.
Somos responsáveis por marcas de grande sucesso no Brasil e no mundo. No Brasil, nossas principais marcas são: Raid e Baygon (Inseticidas), OFF! (Repelentes), Glade (Purificadores de Ar), Mr Músculo (Limpadores), Grand Prix e Carnu (Automotiva), Pato e Glade Sany (Banheiros), Bravo e Optimum (Pisos), Johnson Bravo e Brilhol (Lustra-Móveis), Ziploc (Armazenagem Doméstica) e Roma Coco (Lavanderia).

A SC JOHNSON mantém-se na vanguarda de seu segmento, inovando através do lançamento de produtos inéditos, fabricados com alta tecnologia. Desse modo, atende suas metas de produtividade e lucratividade, alcançando o principal objetivo de tornar a vida de seus clientes mais fácil, mais limpa e mais saudável. Esse espírito empreendedor faz da empresa líder de mercado nos diversos segmentos de higiene e limpeza em que atua. 


NOSSA HISTÓRIA
1886 -  Samuel Curtis Johnson consegue lucros de US$268 no primeiro ano em sua recém-adquirida empresa de revestimentos de pisos.

1900 - A empresa começa a oferecer férias remuneradas.

1914 - A expansão no Exterior começa com a British Johnson.

1917 - Introdução da Participação nos Lucros e seguro de vida em grupo para todos os funcionários.

1934 - Estreia do plano de aposentadoria durante as agruras da Grande Depressão.

1935 - H.F. Johnson Jr. lidera a Expedição Carnaúba de 15.000 milhas para o Brasil na busca de uma fonte sustentável de cera para nossos produtos.

1940 - A Grande Depressão termina sem redução de pessoal na SC Johnson.

1955 - É lançado o aerossol à base de água, reduzindo o impacto ambiental e melhorando segurança e desempenho.

1956 - Lançamento das marcas Raid®, Glade®, OFF!® e Pledge®.

1963 - H.F. Johnson Jr. funda a Escola Johnson, em Fortaleza. Posteriormente doada ao Estado do Ceará, a Escola conta com suporte permanente da Cia. A Escola hoje atende a cerca de 1.900 alunos (ensino fundamental, médio e especial).

1968 - A Cia inaugura o maior centro de pesquisa entomológico privado para combate aos insetos e às doenças a eles associadas.

1975 - Sam Johnson abandona voluntariamente e unilateralmente os CFCs dos aerossóis, 3 anos antes do mandato dos Estados Unidos.

1976 - A SCJ formaliza os seus valores no documento intitulado “No que Acreditamos”, alinhando a todos quanto aos princípios que nos guiam.

1998 - A SC Johnson acrescenta quatro novas marcas — Ziploc®, fantastik®, Scrubbing Bubbles® e Saran™.

2001 - Nossos cientistas criam o processo Greenlist™ para escolher as melhores matérias-primas para as pessoas e para o planeta.

2005 -   Nomeada uma das 10 Melhores Empresas para se Trabalhar (Top 10 Best Company to Work For) pelo Great Place to Work® Institute e uma empresa do “Hall da Fama” para Mães que Trabalham (Working Mother “Hall of Fame”) pelo contínuo reconhecimento como sendo uma empresa importante para mães que trabalham.

2009 - A SC Johnson anuncia um amplo programa de informação que irá divulgar aos consumidores os ingredientes dos nossos produtos.

2010 - Certificação ISO 9001.

2011 - Lançamento da Estratégia 2016 com transparência maior do que nunca.

2012 - A SC Johnson é incluída na lista “Great Place to Work” Rio de Janeiro, que elege as melhores empresas para trabalhar.

Tudo começou em 1876 na pequena cidade de Kenosha, localizada no estado de Wisconsin, onde Samuel Curtis Johnson mantinha um pequeno negócio de molduras, papéis de parede e cortinas. Anos depois, ele fechou seu empório de decoração, mudou com a família para a cidade de Racine, também em Wisconsin, e começou a trabalhar como representante de vendas de assoalhos de tacos em desenhos geométricos, muito populares na época, na empresa Racine Hardware Company. Rapidamente, os negócios prosperaram e associando-se ao filho, H.F. Johnson Sr., em 1886 ele comprou a divisão de assoalhos da empresa, que passou a se chamar SC Johnson & Son. Em seu primeiro ano de operação a empresa conseguiu lucros de US$ 268. Incentivado pelos constantes pedidos de seus clientes, ele desenvolveu uma cera especial, feita de carnaúba, de consistência mais dura que a cera de abelhas, até então utilizadas para o polimento de madeiras. Assim, em 1888 nascia a JOHNSON’S PREPARED WAX, o primeiro produto que marcou o início da história de sucesso empresa. Foi também nesta época que a empresa iniciou suas campanhas publicitárias e anúncios. Em pouco tempo, o faturamento obtido com a venda de ceras superou a venda de pisos.


Muito antes das doações generosas se tornarem recorrentes entre os milionários, a SC JOHNSON já doava 5% de seus lucros para entidades beneficentes. Definitivamente era uma empresa diferente. Já em 1892, a empresa ampliava seu portfólio com o lançamento de novos produtos como tinturas e ceras polidoras automotivas. No ano de 1900, em mais uma atitude inusitada para a época, a empresa começou a oferecer férias remuneradas. Em 1914 inaugurou sua primeira subsidiária internacional na Inglaterra, iniciando assim um plano de expansão internacional. Pouco depois, em 1917, a empresa introduziu a Participação nos Lucros e seguro de vida em grupo para todos os funcionários. Nesse mesmo ano inaugurou a subsidiária australiana e interrompeu definitivamente a produção de assoalhos. A subsidiária canadense foi inaugurada em 1920. Logo na segunda geração da família no comando da empresa, com Herbert F. Johnson (filho do fundador) como presidente, a empresa se tornou a líder mundial na produção de polidores feitos de cera para assoalhos e móveis. No ano de 1932 a empresa passou oficialmente a se chamar S.C. Johnson & Sons Inc.


Sua presença no Brasil data de 1935, quando o neto do fundador da empresa, H.F. Johnson Jr., empreendeu uma viagem ao nordeste do país (conhecida como Expedição Carnaúba) em busca de reservas permanentes da palmeira de carnaúba - matéria-prima essencial para produção de ceras. Esta viagem, realizada em um bimotor anfíbio, faz parte do folclore mundial da empresa e é contada até hoje em cada admissão feita no Brasil, na qual o novo funcionário recebe um livro sobre a expedição. A ligação da família Johnson com o país, especialmente com a região nordeste, ficou muito forte desde a viagem. Foi no Ceará, que H.F. Johnson Jr. construiu, entre outras coisas, sua casa de praia. Em 1937, a SC JOHNSON instalou uma fábrica de processamento de carnaúba em Fortaleza (CE), devido ao clima e solo propícios ao cultivo dessa matéria-prima. Pouco depois, em 1938, a empresa estabeleceu uma plantação na região de Raposa para servir como centro de pesquisa do cultivo, extração e refino da carnaúba e outras palmeiras ceríferas.


O espírito nada convencional da empresa apareceu logo na escolha do arquiteto que desenhou sua sede corporativa em 1939: simplesmente Frank Lloyd Wright. O edifício, popularmente conhecido como Johnson Wax Building, é um show de arquitetura, com amplos espaços livres e colunas que pareciam segurar uma cobertura de flores. A inovação sempre fez parte da história da SC JOHNSON. Isto pode ser comprovado em 1955 quando lançou o aerossol à base de água, reduzindo o impacto ambiental e melhorando a segurança e o desempenho. Além disso, a empresa cresceu e se diversificou nos anos seguintes com o lançamento de produtos inovadores como RAID (1956), um revolucionário inseticida que poderia ser utilizado com segurança na casa e no jardim sem matar as plantas; GLADE (1956), um purificador de ar inicialmente comercializado que combatia odores indesejáveis deixando nos ambientes uma agradável fragrância; OFF! (1957), um eficiente repelente pessoal; e PLEDGE (1958), um poderoso lustra móveis, que seria o primeiro do mercado comercializado na forma de spray. Na década seguinte a empresa iniciou operações no Chile, Costa Rica, Gana, Grécia, Hong Kong, Itália, Quênia, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Cingapura, África do Sul, Espanha, Suécia, Suíça e Tailândia, incrementando consideravelmente sua presença internacional. Em 1968, a empresa inaugurou o maior centro de pesquisa entomológico privado para combate aos insetos e às doenças a eles associadas.


Em 1970 a empresa ingressou no segmento de cuidados pessoais com o lançamento da espuma de barbear EDGE (que foi vendida para a Energizer em 2009). Já em 1975, mostrando sua preocupação com o meio ambiente, a empresa havia eliminado de suas latas de aerosol a nociva substância CFC, três anos antes da lei americana entrar em vigor. A partir da década de 1990 a SC JOHNSON diversificou sua linha de produtos através de aquisições, como por exemplo, em 1992 quando comprou da Bristol-Myers a subsidiária Drackett, proprietária das marcas Windex (limpadores de vidros, introduzido no mercado em 1933), Mr. Muscle (marca de limpadores domésticos desenvolvida em 1986) e Drāno (limpador doméstico e removedor de gorduras, lançado em 1923); e, em 1998, quando adquiriu a divisão DowBrands da Dow Chemical, que incluía as marcas ZIPLOC (sacos plásticos para armazenamento doméstico, introduzido no mercado pela primeira vez em 1968) e Scrubbing Bubbles (produtos para limpeza, especialmente para banheiro, criados em 1968).


Em 2001, os cientistas criam o processo Greenlist™ para escolher as melhores matérias-primas para as pessoas e para o planeta. A categoria de inseticidas representa importante parcela no volume dos negócios da SC JOHNSON e foi neste segmento que houve um investimento mundial pesado realizado pela empresa em 2003 com a aquisição global das marcas de inseticidas da alemã Bayer – Baygon, introduzido em 1975, e o popular repelente Autan. Recentemente a empresa se dividiu em duas unidades de negócios globais, uma dedicada à linha de consumo doméstico e a outra aos produtos chamados profissionais (vendas empresariais).


Os produtos 
A SC JOHNSON é uma das mais conhecidas e respeitadas empresas fabricantes de produtos de higiene e limpeza do mundo. A empresa iniciou suas atividades no segmento de ceras, expandindo para outras categorias como higiene e limpeza, cuidados pessoais, inseticidas e mais recentemente, armazenagem doméstica, sempre se destacando pela inovação. Um exemplo recente, ocorrido em 2008, foi o lançamento de Glade Sense & Spray, primeiro aromatizador de ar automático com sensor de movimento, que libera um spray a cada 30 minutos, sempre houver movimentação no ambiente. Dentre suas principais marcas estão: 
● Autan (repelente) 
● Baygon (inseticida) 
● Bravo (polidor de pisos e móveis) 
● Brilhol (lustra-móveis) 
● Carnu (ceras automotivas) 
● Drāno (limpador multiuso doméstico) 
● Fantastik (limpador doméstico) 
● Glade (purificadores de ar e velas aromáticas) 
● Grand Prix (ceras automotivas) 
● Mr. Muscle (limpador doméstico multiuso de superfície) 
● Nature’s Source (limpadores domésticos naturais) 
● Kiwi (limpadores de calçados) 
● OFF! (repelente) 
● Optimum (polidor de pisos) 
● Oust (purificador de ar e desinfetante de superfície) 
● Pato Purific/Duck (limpador de banheiros) 
 Pledge (polidor e limpador doméstico) 
● Raid (inseticida) 
● Scrubbing Bubbles (limpador doméstico) 
● Shout (limpador doméstico) 
● Ziploc (sacos plásticos para embalagens domésticas) 
● Windex (limpador de vidros)


No Brasil suas principais marcas são: Raid e Baygon (inseticidas), OFF! (repelentes), Glade (purificadores de ar), Grand Prix (ceras automotivas), Mr. Muscle (limpadores domésticos), Pato Purific (produtos para a limpeza de banheiros), Optimum (polidores de pisos), Bravo (lustra-móveis), Ziploc (armazenagem doméstica) e Roma Coco (Lavanderia).


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos, mas sempre manteve como ponto central sua estrutura original. Mais recentemente o logotipo foi atualizado, ganhou também a cor azul (ao lado da tradicional preta) e o slogan “A Family Company” adotou uma nova tipografia de letra.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1886 
● Fundador: Samuel Curtis Johnson, Sr. 
● Sede mundial: Racine, Wisconsin, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: SC Johnson & Son, Inc. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Herbert Fisk Johnson III 
● Faturamento: US$ 9.6 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: + 110 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 13.000 
● Segmento: Higiene e limpeza 
● Principais produtos: Ceras, inseticidas, limpadores e purificadores de ar 
● Concorrentes diretos: Procter & GambleReckitt BenckiserClorox CompanyUnilever, Colgate-Palmolive e Bombril (Brasil) 
● Ícones: As ceras 
● Slogan: A Family Company. 
● Website: www.scjohnson.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a empresa tem seus produtos vendidos em mais de 110 países, empregando aproximadamente 13.000 pessoas, incluindo modernas fábricas na Argentina, Canadá, China, Holanda, México, Reino Unido, Estados Unidos, Brasil, entre outros países. As vendas da empresa superam US$ 9.5 bilhões em 2014. Suas marcas mais importantes são Raid, Glade, Ziploc, OFF! e Pledge. 

Você sabia? 
 A SC Johnson é considerada uma das mais conscientes empresas americanas e aparece regularmente na lista das 100 melhores empresas para se trabalhar elaborada todos os anos pela tradicional revista Fortune. 
 A empresa atingiu o status de “aterro zero” em sua fábrica na cidade de Manaus. Nenhum resíduo produzido naquela unidade industrial segue para o aterro sanitário da capital amazonense. A SC JOHNSON implantou uma série de iniciativas focadas em reciclagem, educação ambiental e redução de embalagens. Manaus é a oitava fábrica do grupo a alcançar o status de aterro zero. As outras estão localizadas no Paquistão, na Holanda, na Polônia, no Canadá, nos Estados Unidos e na China (duas unidades). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, BusinessWeek, Exame, Isto é Dinheiro e EmbalagemMarca), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

http://www.scjohnson.com.br/quem-somos/perfil.aspx

Última atualização em 3/7/2015

Mundo das Marcas 
Leia Mais ››

Uber





Táxi é uma palavra praticamente universal. Em quase todos os idiomas significa a mesma coisa: um carro com motorista, pago de acordo com o tempo de uso e o trajeto percorrido. Mas em algumas cidades quem precisa de transporte tem usado uma nova palavra: Uber. Para milhões de passageiros que usam o serviço diariamente, o Uber representa o futuro do transporte nas grandes cidades. 

A história 


Apesar de ter sido criada em pleno Vale do Silício, a história de uma das empresas mais controversas do mundo começou no ano de 2008 em uma noite fria e com nevasca na cidade de Paris. Travis Kalanick, que acabara de vender por US$ 20 milhões o RedSwoosh, um serviço de compartilhamento de arquivos online, participava de um evento de tecnologia e empreendedorismo na cidade. Como não conseguiam encontrar um táxi, ele e um amigo, Garrett Camp (que também havia ficado milionário ao vender o site de busca StumbleUpon para o gigante de varejo online eBay por US$ 75 milhões), imaginaram um serviço com o qual era possível chamar um carro com motorista particular com apenas um toque na tela do celular, para que potenciais clientes se deslocassem de forma mais confortável e segura.





De volta à cidade de San Francisco, eles amadureceram e aprimoraram a ideia. No mês de março de 2009 a dupla fundou a empresa, inicialmente chamada de “UberCab”. O aplicativo, que informava a localização do passageiro por meio do GPS do smartphone e estava disponível para iPhones e celulares com Android, foi lançado oficialmente em junho do ano seguinte. O plano inicial era oferecer carros executivos, como por exemplo, Mercedes-Benz S550 e Cadillac Escalade. O serviço seria semelhante a um táxi de luxo. A questão era como convencer os motoristas que já ofereciam esse serviço (em geral, em parceria com hotéis) a adotar o novo aplicativo. Era verão de 2010. Aí entram em cena os brasileiros. Apesar de não existirem estatísticas oficiais, há um contingente considerável de motoristas executivos e taxistas brasileiros em San Francisco. Essa rede de contatos da comunidade brasileira foi essencial para a decolagem da nova empresa — do lado dos motoristas.






Do lado dos passageiros, um impulso importante veio quando a secretaria de transportes de San Francisco implicou com o nome da empresa e com o serviço. A confusão colocou a empresa nos holofotes da imprensa e no radar dos fundos de capital de risco, marcando assim o início do sucesso do Uber em território americano. Polêmicas, controvérsias, brigas: eis a tônica da história da empresa desde o início. Nesta época, a corrida chegava a custar cinco vezes o valor cobrado por um táxi. Nada que afastasse o público-alvo naquele momento: empresários e investidores endinheirados do Vale do Silício. O sucesso inicial podia também ser explicado pela praticidade do serviço. Abrir um aplicativo, chamar um carro, fazer a corrida confortavelmente e não precisar tirar a carteira do bolso para pagar (o pagamento era realizado por meios digitais). Essa era uma das mágicas do Uber.




O Uber recebeu seu primeiro financiamento de risco no final deste ano a partir de um grupo de investidores, que incluiu Chris Sacca, um dos primeiros a acreditar (com dinheiro, é claro) no Twitter. No início de 2011, arrecadou mais de US$ 11.5 milhões. Com isso, a empresa expandiu seu serviço para a cidade de Nova York, e o sucesso não aconteceu sem alguns obstáculos. Como não poderia deixar de ser, a organização que coordena táxis e limusines na cidade não gostou da concorrência, e conseguiu fechar 5 das 6 bases do Uber. Considerando que o Uber se organiza principalmente usando plataformas digitais, a medida não adiantou de nada, e o serviço continuou em pleno funcionamento. Pouco depois, o serviço foi introduzido em grandes cidades americanas como Seattle, Chicago, Boston e na capital Washington. Paris foi a primeira cidade fora os Estados Unidos a receber o serviço em dezembro de 2011, antes da “LeWeb”, uma conferência internacional de internet e período onde a procura por táxis era enorme.







Em 2012, a empresa criou o UberX, opção que permitia a qualquer proprietário de veículo virar motorista. E foi justamente a partir deste momento que os problemas realmente começaram. Isto porque, por ser uma tecnologia disruptiva, como são chamadas as inovações com potencial para criar e destruir mercados, o Uber esbarrava constantemente em questões legais. Ao usar o GPS de um smartphone para localizar um veículo próximo ao usuário com apenas um toque na tela, o Uber assumia o papel das centrais de radio táxi. A cada nova cidade em que desembarcava, causava levantes de taxistas, prefeituras e órgãos oficiais contra o serviço. Para tentar se defender, cooperativas de diversas cidades recorreram a liminares que proibiam o uso do aplicativo. E a empresa recorria a uma equipe de lobistas e advogados que contestavam a legislações em vigor, incluindo David Plouffe, coordenador das duas campanhas que elegeram o presidente americano Barack Obama, para lidar com o embate legal que a empresa enfrentaria. Além disso, diante de toda essa resistência, a empresa adotou uma postura incisiva. Acusa as cooperativas de táxi de atuarem como cartel e reagem agressivamente nos lugares onde são proibidos (na Alemanha, após o aplicativo ser banido a empresa lançou uma promoção que oferecia desconto de 30% nas corridas) e afirma ser uma empresa de tecnologia e não de transporte. Mesmo assim, a empresa seguiu em frente. A entrada do Uber no mercado canadense ocorreu em março de 2012, quando o lançamento oficial foi realizado na cidade de Toronto.



Após ser lançado em Londres, no mês de julho, depois de um período de teste de seis semanas, o Uber foi introduzido oficialmente em Sydney, na Austrália, em novembro deste mesmo ano. Ainda em 2012, iniciou testes para incluir a requisição de táxis convencionais através do aplicativo na cidade de Chicago. Além disso, passou a oferecer táxi aéreo por helicóptero entre as cidades de Nova York e Hamptons por US$ 3.000, serviço que foi batizado de UberChopper. Alheio a centenas de protestos promovidos por motoristas de táxis, a expansão internacional se intensificou. Das 70 cidades em que a empresa estava presente, 40 foram incorporadas em 2013, como por exemplo, Seul. Na América do Sul, o serviço chegou a três cidades: Bogotá e Cali, na Colômbia, e Santiago, no Chile. Ainda em 2013, a empresa iniciou a experimentação de novos serviços, como por exemplo, uma versão do aplicativo que permitia que os usuários chamassem carrinhos de sorvete pelo celular. Já no Brasil, o Uber chegou no dia 15 de maio de 2014, quando começou a oferecer seus serviços na cidade do Rio de Janeiro. Pouco depois desembarcou em São Paulo. Uma curiosidade: a corrida “número zero” na capital paulista foi solicitada pela modelo brasileira Alessandra Ambrósio, no bairro dos Jardins, zona sul, com destino ao Consulado Britânico, em Pinheiros. E também enfrentou protestos dos taxistas. A verdade é que o Uber não oferece serviços de táxi, muito menos de transporte clandestino e não autorizado de passageiros. Oferece um serviço ainda não regulado pelo ordenamento jurídico brasileiro. E o fato deste não estar regulado não significa que este é ilícito. Ainda neste ano a empresa iniciou testes para disponibilizar novos serviços, como por exemplo, a entrega de comida, batizada de UberFresh, na cidade californiana de Santa Monica; UberPool, versão do seu serviço que permite a passageiros dividir uma corrida para destinos próximos; e UberRush, um serviço de entrega rápida de pacotes, encomendas e documentos por toda Manhattan.




A escolha e avaliação dos motoristas parceiros também já foi motivo de discórdia. Como a empresa não possui nenhum carro ou sequer motorista contratado, trabalha com parceiros cadastrados no serviço. Mas não é qualquer um que será aceito. Os candidatos precisam ter uma carteira de habilitação especial, atestado de antecedentes criminais, ser proprietário de um veículo dos modelos pré-estabelecido, possuir seguro para uso comercial do carro e passar por horas de entrevistas até serem aceitos. Além disso, aprendem práticas de direção segura e boas maneiras, como por exemplo, a abrir e fechar as portas para os passageiros, perguntar se o som ou o ar-condicionado incomodam, não falar demais e manter o carro sempre limpo. E o processo não acaba aí. Os motoristas são avaliados pelos passageiros – e vice-versa. Só continuam com a parceria aqueles que alcançarem uma avaliação superior a 4,6 estrelas, em uma medição de 0 a 5. No Brasil, a média dos motoristas é 4,85 estrelas. Cada motorista (chamado pela empresa de colaborador) é remunerado com 80% do valor pago pela corrida. O Uber, por sua vez, fica com 20% da taxa.






Hoje em dia a empresa oferece basicamente dois tipos de serviços: UberBlack, que oferece carros luxuosos e na cor preta (o único disponível no Brasil, por enquanto, com veículos como Toyota Corolla, Ford Fusion, Volkswagen Jetta e Honda Civic) com motoristas, vestidos socialmente e geralmente em tempo integral, e até garrafas de água gelada a disposição; e o UberX, que oferece carros mais simples e tem preços competitivos com os dos táxis, cujos motoristas costumam ser pessoas que usam a plataforma para complementar sua renda trabalhando apenas algumas horas por semana. E foi justamente este último serviço, que devido às tarifas mais baixas, tornou o Uber extremamente competitivo, com serviços de táxi tradicional, ampliando seu apelo a uma parcela maior do mercado.




Apesar de inúmeras controvérsias, o Uber faz enorme sucesso em vários países ao redor do mundo. Por exemplo, na cidade de San Francisco, onde o aplicativo começou, o número de corridas despencou em 64% nos táxis tradicionais ao longo de dois anos. Um claro efeito Uber. Mesmo em países onde encontra problemas legais, como por exemplo, na Espanha, onde uma liminar bloqueou a operação da startup, a empresa utilizou a criatividade para continuar operando ao lançar o UberEATS, um delivery de comida. E tanto sucesso atraiu investidores do peso de Shawn Fanning (ex-Napster), Jeff Bezos (fundador da Amazon) e Google Ventures, braço de investimentos da gigante de internet. Hoje em dia, o Uber é avaliado em US$ 50 bilhões. E para continuar crescendo, a empresa não deve se afastar tão cedo das polêmicas. Afinal, Facebook e Google já compraram muitas brigas por causa de suas políticas de privacidade. Empresas como Amazon e Apple já foram processadas por práticas anticompetitivas pelas autoridades de defesa do direito econômico. O Uber testa os limites da legislação que regulamenta os serviços de transporte. E por enquanto, vai conseguindo crescer.



A evolução visual 
A identidade visual da marca passou apenas por uma grande remodelação em sua história. Isto aconteceu no final de 2011, quando o logotipo adotou uma nova tipografia de letra, mais afinada e moderna, e remodelou o tradicional símbolo do U. O logotipo pode ser aplicado também utilizando somente o nome da empresa.




Os slogans 
Everyone’s Private Driver. 

Seu motorista particular. (Brasil) 








Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 2009 
● Fundador: Travis Kalanick e Garett Camp 
● Sede mundial: San Francisco, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Uber Technologies, Inc. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Garett Camp 
● CEO: Travis Kalanick 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 58 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.000 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Aplicativo de carona remunerada 
● Concorrentes diretos: Lyft, Sidecar, Haxi, Zaznu, 99Taxis e Easy Taxi 
● Slogan: Everyone’s Private Driver. 
● Website: www.uber.com/pt/ 

A marca no mundo 
O Uber (se pronuncia “úber”), empresa de tecnologia mais popular da atualidade e que causa controvérsias por onde quer que passe, já está presente em 58 países e mais de 310 cidades, quatro no Brasil (Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte), conta com estimados 1 milhão de motoristas, levantou US$ 5.9 bilhões de investidores de risco e é avaliada em aproximadamente US$ 50 bilhões. Diariamente, mais de 1 milhão de passageiros utilizam o serviço. 

Você sabia? 
 Em março de 2015, segundo o jornal New York Post, já existiam mais carros do Uber na cidade do que táxis. Eram 14.088 motoristas do Uber contra 13.587 taxistas. 
 Desde seu lançamento, inúmeras companhias adotaram esse modelo de negócio, uma tendência batizada de “Uberification”. Um de seus principais concorrentes é o aplicativo Lyft, cujos carros são identificados com um enorme bigode cor-de-rosa pendurado no para-choque. 
 O aplicativo não exibe o número de celular nem do passageiro nem do motorista. Isso garante a privacidade de ambos e evita abordagens inconvenientes depois de prestado o serviço. 
 O Uber foi um dos pioneiros no conceito de E-hailing, ato de se requisitar um táxi através de um dispositivo eletrônico, geralmente um celular ou smartphone, substituindo métodos tradicionais como ligações telefônicas ou simplesmente esperar ou ir à busca de um veículo na rua.  

As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 3/7/2015

Mundo Das Marcas
Leia Mais ››

Consumidores reduzem quantidade para consumir os mesmos produtos



Pesquisa da MeSeems mostra que quatro em cada 10 entrevistados reduziu volume de compra para se manter fiel às marcas. Apenas 17% não alteraram os hábitos de consumo na crise


Quatro entre 10 brasileiros reduziram a quantidade do que compram para continuarem consumindo os mesmos produtos e as mesmas marcas. A informação é da MeSeems, que pesquisou os hábitos dos brasileiros diante do cenário de dificuldade econômica. Entre os entrevistados, apenas 17% não alteraram seus comportamentos, 30% migraram para itens mais em conta e 13% deixaram de consumir a maioria dos produtos e serviços. A pesquisa foi realizada entre 12 e 15 de junho. O público-alvo para este estudo é composto de homens e mulheres, de idades entre 18 anos e 40 anos, das regiões Nordeste, Sudeste e Sul. Os usuários fazem parte das classes sociais A, B e C, segundo o Critério Brasil 2015.
Segundo a avaliação, 86% dos respondentes consideram compras de mantimentos no supermercado alta prioridade, seguido de medicamentos na farmácia, com 75%. Já o consumo de roupas/calçados (62%) e artigos de beleza (56%) tem uma relevância média, seguido de ir ao bar com amigos (53%), frequentar cinema ou teatro (52%) e viagens de lazer (51%). São consideradas prioridades baixas: compra de imóveis novos ou seminovos para morar ou investir (45%) e a compra de veículos novos ou seminovos (38%).
As expectativas com o cenário econômico brasileiro são pessimistas no curto prazo: 35% dos entrevistados estão pessimistas, 30% muito pessimistas, 18% indiferentes, 13% otimistas e apenas 4% muito otimistas. Já no longo prazo, 28% disseram estar otimistas, 23% indiferentes, 22% pessimistas, 18% muito pessimistas e 8% muito otimistas. Os homens estão mais otimistas no longo prazo que as mulheres, com 30%, ante 26% do público feminino.
MeSeems, Consumo, Crise
Leia Mais ››

Marketing e Vendas: União que trás sucesso






O marketing tem a tarefa de elaborar mensagens que são mais propensas a entrar em ressonância com os ideais de seus clientes. Em essência, você quer criar uma mensagem que irá receber e se identificar. Enfrentamos esse mesmo desafio.

Mas, a organização de vendas passa a maior parte do tempo com os clientes. Sem integração entre vendas e marketing, sua organização de marketing pode muito bem estar lutando com uma mão amarrada atrás das costas. Se devidamente empenhados, os vendedores têm mais a contribuir para a criação de conteúdo de marketing.

Na maioria dos casos, porém, as empresas perdem a oportunidade de envolver suas vendas e equipes voltadas para o cliente na área de marketing. Na verdade, as métricas que muitas empresas usam para medir suas vendas e seu marketing é equivocada, desatualizada, ou ambos. Tenha em mente que na maioria dos casos, o problema é que os gestores não sabem quais pontos de dados coletar, ou a forma de dar sentido à informação. Então, eles coletam material simples que podem não se traduzir em resultados.

Se você quer crescer o seu negócio com velocidade incrível, em seguida, torne uma meta o seguinte: atraia clientes que são susceptíveis a proporcionar o maior valor. Se você alinhar as vendas e trabalho de marketing para atrair os clientes ideais para o seu negócio, então você vai perder menos tempo perseguindo-os, e passar mais tempo contando receita.

Lembre-se: as empresas que realmente se comprometem a resolver o descompasso entre vendas e marketing se destacam da concorrência, melhor atendem as necessidades de seus clientes, e aumentam significativamente seus negócios.

Wallace Oliveira Cruz
Leia Mais ››