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sábado, 22 de agosto de 2015

Pilão relança cappuccino em nova embalagem

Cappuccino Pilão
A Pilão relança sua linha de Cappuccinos em novas embalagens. São três versões do produto: Tradicional, Chocolate e Baunilha. Os potes de polietileno de alta densidade (PEAD) que acondicionam os cappuccinos são decorados com rótulos termoencolhíveis. Desenvolvida pela Narita Design, a nova identidade visual destaca a cor vermelha, que identifica a marca Pilão.

“O cappuccino é sinônimo de praticidade, versatilidade e vem de encontro com a vontade do nosso consumidor de degustar o seu café preferido em versões diferenciadas. Com o relançamento, vamos aumentar a presença da bebida nos pontos de vendas de todo o país com uma ótima relação custo-benefício”, afirma Ricardo Souza, diretor de marketing da Jacobs Dowe Egberts (JDE), companhia que detém a marca.

http://www.embalagemmarca.com.br/2015/08/pilao-relanca-cappuccino-em-nova-embalagem/


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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Tramontina


O controle de qualidade é quase uma obsessão para a TRAMONTINA. O chão de fábrica é limpo, colorido, com robôs andando de um lado para outro. A maior parte das máquinas é fabricada pelo próprio grupo. Tudo para fabricar os melhores produtos, e olha que são muitos, desde facas e talheres, passando por panelas até ferramentas e móveis de piscina, tendo como objetivo facilitar a vida de nós consumidores.

A históriaFundada na cidade de Carlos Barbosa, região serrana do Rio Grande do Sul, em 1911, por Valentin Tramontina, que foi seu comandante por 28 anos, a empresa começou como uma pequena ferraria, inicialmente em um terreno alugado. Valentin era um colono artesão, filho de imigrantes italianos, e veio a Carlos Barbosa porque a ferrovia significava perspectiva de expansão. Em 1919, ano em que o fundador prestou serviço militar no Tiro de Guerra 395, ele comprou um terreno de 300 m2 na Rua Amapá, construindo um prédio de madeira para abrigar a ferraria, onde trabalhavam o fundador, seu irmão Luiz e mais duas pessoas. Até 1930, a produção da ferraria era modesta. Valentin prestava serviços a empresas, entre elas, Arthur Renner, proprietário de uma refinaria de banha; fazia conserto em indústrias locais, ferrava cavalos e fabricava canivetes, batizados de Santa Bárbara.


Nesta época, havia cinco empregados trabalhando na ferraria, e seis trabalhando a domicílio. O aço necessário para fabricar as lâminas era obtido batendo-se molas de caminhão usadas. Recorria-se aos malhos instalados em rodas d’água existentes na região para forjar o aço. Somente em 1932 teve início a fabricação de algumas facas com cabo de chifre. Os modelos foram inspirados em facas importadas que haviam sofrido danos durante um incêndio em um armazém de um importador em Porto Alegre. Coube à Ferraria Tramontina o trabalho de recuperá-las.


Quando morreu seu fundador em 1939 a produção da empresa era ainda artesanal e resumia-se a facas e canivetes feitos com cabo de chifre. A partir daí assumiu a ferraria dona Elisa Tramontina, esposa de Valentin, que despontou como uma empreendedora nata e arrojada. Era ela que ia vender a produção nos mercados regionais e na capital. Durante a Segunda Guerra Mundial, caso não existisse a determinação e a coragem de Elisa, a ferraria teria sucumbido. Em 1944, a empresa comprou a sua primeira prensa excêntrica. Antes, todas as lâminas eram cortadas manualmente com o auxílio de talhadeiras. Depois passaram a ser cortadas com o uso de estampos.


O ano de 1949 pode ser considerado um marco na história da empresa. Trata-se da data em que Ruy José Scomazzon, um jovem de apenas 20 anos, cursando a faculdade de Ciências Econômicas da PUC de Porto Alegre, começou a prestar assessoria à TRAMONTINA. Ruy, com espírito de liderança, implantou planos ambiciosos, enfatizando a organização em todos os setores. Inaugurou-se uma nova etapa na empresa. O caráter artesanal cedeu lugar a uma produção manufatureira. Na década de 50, a empresa contava com 30 empregados e alguns representantes comissionados, espalhados pelo estado do Rio Grande do Sul. Nesta época, os canivetes representavam 90% do faturamento.


Em 1954, organizou-se a empresa V.a. Valentin Tramontina & Cia. Ltda., sendo sócios, Elisa e Ivo Tramontina e Ruy J. Scomazzon. No ano seguinte tem início a laminação do aço. Antes o aço era obtido forjando-se pedaço por pedaço, em um malho. A laminação abriu imensas possibilidades de crescimento para a TRAMONTINA. Em 1958, a empresa participou de suas primeiras feiras e exposições, com o objetivo de divulgar a marca e apresentar seus produtos. As décadas de 60 e 70 foram marcadas pela instalação de empresas do grupo em Garibaldi, Farroupilha e no estado da Bahia. Nestes anos a linha de produtos ganhou inúmeros itens como facas (cozinha, profissional, esportiva), canivetes, tesouras, espetos, talheres, utensílios de cozinha e panelas, formas e travessas antiaderentes de alumínio; materiais elétricos como interruptores e tomadas, além de uma vasta linha de ferramentas como martelos, chaves de boca, chaves de fenda, alicates, formões, plainas, serras, serrotes, entre outras.


A década de 80 foi de um enorme crescimento para empresa, tanto no mercado interno como externo, onde em 1986 a TRAMONTINA inaugurou uma subsidiária na cidade de Houston no Texas. Nos anos seguintes a empresa se tornou definitivamente um gigante em seu setor, ampliando ainda mais sua linha de produtos e ingressando em muitos mercados mundiais como Alemanha (1993), Chile (2000), Dubai (2004) e Peru (2005). Neste novo milênio a TRAMONTINA também decidiu que tinha chegado a hora de ir além da cozinha. A ordem partiu de Clóvis Tramontina, neto de Valentim e principal responsável pelas maiores mudanças da empresa nos últimos anos. A grande tacada do empresário foi aproveitar uma simples fábrica de cabos de madeira que revestem talheres para ingressar no mercado de móveis. Cadeiras e mesas com a marca TRAMONTINA começaram a aparecer nas lojas. O mesmo aconteceu com a unidade que fazia cabos de plástico: foi ampliada para fabricar móveis para piscina.


Recentemente, em 2007, a TRAMONTINA, líder nacional nos segmentos de panelas, talheres e ferramentas, decidiu combater os importados com um apelo à “brasilidade” e uma política comercial mais agressiva. A empresa lançou uma coleção de panelas em aço inoxidável denominada “Linha Tropical”, com a bandeira do Brasil nas embalagens de cinco unidades e preço ao consumidor padronizado em R$ 199 para todo o país parcelado em até dez vezes. O resultado: Em três meses foram vendidas 435 mil unidades. Além disso, sempre inovando para levar à casa muito mais charme e qualidade, a empresa criou a linha Tramontina Design Collection, composta por produtos exclusivos com design incrível para deixar um ar requintado e moderno na cozinha. A TRAMONTINA, que em 2011 completou 100 anos, tem acompanhado várias gerações de consumidores e construído, uma relação de qualidade e respeito, sempre oferecendo produtos da mais alta qualidade. Para marcar a data a marca lançou uma linha de facas especiais, denominada Damaski, em edição limitada, apenas 1.000, sendo 500 de peças de lâminas de 8 milímetros e 500 de 6 milímetros.


A linha do tempo1959 Fundação da Metalúrgica Forjasul Ltda., no bairro Passo do Feijó em Porto Alegre, onde hoje se produz: Eletroferragens forjadas para linhas e transmissão elétrica até 1000 kV, peças forjadas sob encomenda até 100 kg (em matriz fechada) ou até 300 kg (peças parcialmente forjadas), ganchos haste conforme DIN15401 com capacidade de até 110 toneladas, ganchos olhal com capacidade de até 50 toneladas, tornos de banca forjados, ferramentas, machados e marretas.
1961 A empresa transforma-se em Sociedade Anônima e surge a Tramontina S.A. – Cutelaria e Ferramentas Agrícolas. Esta unidade da empresa produz: facas (cozinha, profissional, esportiva), canivetes, tesouras, espetos, talheres, utensílios de cozinha e panelas, formas e travessas antiaderentes de alumínio.
1963 Início das atividades da Tramontina Garibaldi S.A. (Garibaldi/RS), onde são fabricados: martelos, machadinhas, chaves de boca, chaves de fenda, alicates, torquês, formões, plainas, níveis, serras e serrotes.
1969 Realização de suas primeiras exportações para o Chile.
1971 Início das atividades da Tramontina Farroupilha S.A. (Farroupilha/RS). Esta unidade produz: panelas de aço inoxidável, baixelas, talheres finos e utensílios de cozinha de aço inoxidável.
1976 Início das atividades da Forjasul S.A. Materiais Elétricos (Carlos Barbosa/RS). Hoje transformada em Forjasul Eletrik S.A., produz: acessórios para elétrodutos, interruptores e tomadas, caixas de derivação e acessórios de alumínio para redes de transmissão de energia elétrica.
1982 Início das atividades da Tramontina Ferramentas Agrícolas S.A. (Carlos Barbosa/RS). Hoje essa divisão produz: carrinhos-de-mão, ancinhos, enxadas, picaretas, pás, foices, foicinhas, gadanhos, cavadeiras, cortadores de grama, jardinagem e tesouras de poda.
1986 Início das atividades da Tramontina Belém S.A., que fabrica nos dias de hoje móveis de madeira, tábuas de corte, utilidades de madeira e cabos de ferramentas.
1988 Instalação do primeiro robô em sua fábrica de panelas, que tinha como principal objetivo polir cabos de frigideiras.
1990 Início das atividades de Forjasul Encruzilhada Ind. de Madeiras Ltda. (Encruzilhada do Sul/RS). Hoje chamada Tramontina Madeiras S.A. produz painéis de pinus, prateleiras retas e de canto, estantes e utilidades domésticas.
1996 Criação do Tramontina TEEC S.A., onde são fabricadas pias e cubas de aço inoxidável.
1998 Criação da Tramontina Delta S.A. que fabrica mesas e cadeiras de polipropileno.
2007 Início da produção de fogões de mesa (chamados cooktops) e de vitro-grills, chapas de vitrocerâmica portáteis que podem ser usadas tanto como fogão como grelha.
2008
 Lançamento da linha TRIX COBRE, composta por panelas com tripla camada (aço inox, alumínio e cobre), que facilita o aquecimento e distribui melhor o calor aos alimentos.
2011 Lançamento dos talheres de prata da linha Classic, que ganhou um banho de prata e vão para a mesa de jantar em versão ainda mais sofisticada.


A evolução visualDe 1955 a 1960, diferentes produtores elaboraram as formas da marca TRAMONTINA. Foram as primeiras apresentações gráficas para as linhas de produtos.


Entre 1964 e 1966, a apresentação da marca manteve-se quase a mesma. O “T” maiúsculo servia para ser estampado na lâmina do canivete, produto de maior fabricação nesse período.


De 1967 até 1975, o “T” maiúsculo foi sendo elaborado, adquirindo ainda mais personalidade.


Entre 1977 e 1978 houve mais transformações: o “T” foi colocado depois do nome e foi acrescida uma simbologia gráfica.


Os anos 80 e 90 representaram mudanças muito cuidadosas na marca. Através de análises e pesquisas chegou-se a marca que se usou até 2004. Neste ano a logomarca sofreu novas, porém, pequenas alterações. A mudança segue uma tendência do design da marca anterior de simplificar as formas e, com isso, fortalecer ainda mais alguns elementos visuais da marca, mantendo a identidade já reconhecida pelos consumidores.


Os slogansBrasileira assim como você.
Faz bem pra você.
Viver Com Prazer.
Tramontina é BBB: Bom, Bonito e Barato.


Dados corporativos● Origem: Brasil● Fundação: 1911● Fundador: Valentin Tramontina● Sede mundial: Carlos Barbosa, Rio Grande do Sul, Brasil
● Proprietário da marca: Tramontina S.A.● Capital aberto: Não● CEO & Presidente: Clóvis Tramontina● Faturamento: R$ 2.4 bilhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Fábricas: 10
● Presença global: 120 países● Presença no Brasil: Sim● Funcionários: 6.000
● Segmento: Utensílios domésticos● Principais produtos: Talheres, panelas e ferramentas● Principais concorrentes: Hercules, Tefal e Panex● Ícones: As facas e panelas
● Slogan: Brasileira assim como você.● Website: www.tramontina.com.br

A marca no mundoA TRAMONTINA é a única empresa brasileira a exportar com marca própria para mais de 120 países. Atualmente o grupo é formado por 10 unidades industriais (sendo oito no Estado do Rio Grande do Sul, uma em Belém, no Estado do Pará, e outra em Recife, no Estado de Pernambuco) que produzem mensalmente quatro milhões de facas, 21.5 milhões de talheres para uso diário, quatro milhões de talheres finos e econômicos, 800 mil chaves de fenda, 260 mil martelos, 200 mil enxadas, 20 mil pias e 35 mil cubas, 300 mil cadeiras e mesas plásticas, 20 mil mesas e cadeiras de madeira, 66 mil prateleiras, 15 mil cortadores e aparadores de grama e 200 mil panelas de aço inox. A empresa produz além de talheres, panelas em aço inox, utensílios e acessórios para cozinha, também pias, ferramentas para jardim, agricultura e para construção civil, produtos para instalações elétricas (interruptores e tomadas), mesas e cadeiras em madeira e plástico e estantes em madeira.

Você sabia? Hoje a TRAMONTINA fabrica mais de 17 mil itens de utilidades domésticas destinados às principais redes de varejo do Brasil e a exportação.

As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).
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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Chupa Chups


Eles foram consumidos, ou melhor, divertidamente saboreados, pela seleção francesa campeã do mundo em 1998; pela cantora Madonna, fã incondicional da guloseima; pela super modelo Kate Moss; pelo estilista Giorgio Armani, que faz questão de levá-los aos seus desfiles; e até mesmo pelos astronautas russos da estação espacial Mir. Os pirulitos CHUPA CHUPS, além de estarem dentro das bocas mais famosas do mundo, divertem e adoçam a vida de milhões de crianças pelo mundo afora com uma infinidade de sabores e formatos. 

A história 
As crianças espanholas conheceram o pirulito (“lollipop” em inglês) pelas mãos de Enric Bernat Fontlladosa, um catalão filho de confeiteiros, cujo avô, Josep Bernat, se tornou no primeiro “baleiro” a fabricar caramelos na Espanha em meados do século XIX. Tudo começou em 1957 quando Enric se tornou sócio de uma pequena e decadente empresa produtora de doces em compota e geleias a base de maçã, chamada Granja Asturias, localizada em Villamayor na região das Astúrias, ao norte da Espanha, após convencer seus proprietários a se concentrarem na fabricação de em um só produto. Depois de meses de pesquisas e desenvolvimento, o primeiro pirulito, em palito de madeira, era lançado no mercado espanhol em 1958 ao preço de uma peseta. Seu invento era simples, colocar doces em palitos para as crianças não sujarem as mãos. Sobre sua brilhante ideia de colocar o caramelo redondo em um palito, Enric comentava:“Eu observei as balas e fiquei surpreso ao constatar que não havia nenhuma feita para crianças, seus principais consumidores. Elas não se encaixavam bem nas bocas das crianças, sujavam suas mãos e criavam problemas para as mães. Por isso, tive a ideia de colocá-las em um palito”.


Para assegurar rentabilidade ao produto, que na época era embalado a mão, ele adquiriu todas as patentes que pudessem competir com seu invento por 15 anos. O pirulito inicialmente iria se chamar GOL, devido ao formato redondo semelhante a uma bola de futebol. Porém, Enric não estava totalmente convencido que este seria o nome ideal e contratou uma agência de publicidade para criar um nome mais apelativo. Várias ideias surgiram: Pals, Rols e Chups. Ele gostou de Chups. Porém, o jingle para promover o novo produto “Chupa um dolce caramelo, chupa chupa chupa um Chups, que és redondo y dura mucho, chupa chupa chupa um Chups”acabou se tornando tão famoso que o nome escolhido foi CHUPA CHUPS. As bolinhas doces e açucaradas, sustentadas por um palito, e que cabiam perfeitamente na boca da criançada, rapidamente transformaram-se em um enorme sucesso de vendas e, em dois anos, a marca da nova guloseima estava consagrada.


CHUPA CHUPS foi registrada como marca oficialmente em 1962 e dois anos depois a empresa adotou o mesmo nome, devido ao enorme sucesso do produto. Nesta época os pirulitos eram vendidos em mais de 300 mil pontos de venda espalhados por toda a Espanha e ganharam enorme reconhecimento através de seus displays coloridos e com formatos criativos, localizados sempre próximos às caixas registradoras, que permitiam uma exposição muito mais atraente do produto nos estabelecimentos. Ainda nesta década, foi montada uma enorme rede de distribuição composta por 600 automóveis, modelo Seat, pintados nas cores e com o logotipo da marca, facilmente reconhecido por seus consumidores.


Em 1967, uma nova fábrica foi construída em Sant Esteve de Sesrovires, Barcelona, com a finalidade maior de produzir os tradicionais pirulitos para exportação. Dois anos mais tarde, o palito de madeira foi substituído por plástico, considerado mais higiênico e seguro. A expansão internacional começou pouco depois com a construção da fábrica de Sociéte Bernat et Cie., em Bayona na França. Não demorou muito para os coloridos pirulitos serem vistos em abundâncias em países asiáticos como Malásia e Cingapura. Na década de 1980 o produto invadiu fortemente o mercado europeu e americano, e praticamente se tornou uma “epidemia”. Foi nesta época que a marca começou a investir nas celebridades, como a cantora Madonna e o técnico holandês Johan Cruyff, para promover seus famosos pirulitos. Outro fator de sucesso da marca foi uma campanha contra o cigarro, que tinha como slogan “Smoke Chupa Chups” (“Chupe Chupa Chups”), atraindo um grande número de consumidores adultos e fumantes, que chupavam o pirulito para substituir o terrível vício. Além disso, em alguns países várias máquinas automáticas foram espalhadas em bares, restaurantes e aeroportos. Tudo para incentivar a substituição do cigarro pelo pirulito.


A marca começou a diversificar sua linha de produtos em 1994 com o lançamento de novos sabores e das balinhas de menta Smint; e em 2003, com a introdução do CHUPA CHUPS CREMOSA, um pirulito com recheio cremoso de frutas. Em julho de 2006, a marca foi adquirida pela empresa ítalo-holandesa Perfetti Van Melle, terceira maior produtora mundial no setor de confeitos. Em 2008, para comemorar os 50 anos de seu lançamento, a marca estreou uma campanha publicitária, denominada “Live a Life Less Serious”, com sua primeira mascote global, um boneco bizarro chamado Chuck. Nos anos seguintes a linha de produtos da marca foi expandida com o lançamento de novos itens, como por exemplo, CHUPA CHUPS FRUITELLA, um pirulito com sabor da famosa bala de morango, introduzido em 2009; GOMIS, uma linha de bolas de goma, lançada em 2010. Além disso, a Perfetti Van Melle resolveu associar a CHUPA CHUPS com uma de suas marcas de chicletes: surgiu assim as gomas de mascar CHUPA CHUPS BIGBABOL.


Mais recentemente, em 2011, os pirulitos da marca voltaram a serem comercializados no Brasil, após cinco anos de ausência do mercado. E as novidades não pararam por aí. Novos produtos surgiram: CHUPA CHUPS SURPRISE, uma linha direcionada ao público infantil com personagens licenciados, como por exemplo, Bob Esponja e Smurfs, que além do tradicional pirulito traz uma agradável surpresa (pequenos brinquedos colecionáveis); CHUPA CHUPS UNIVERSE, uma linha de pirulitos de frutas com pequenos bolinhas (pedacinhos), que adicionam uma quantidade extra de sabor a deliciosa guloseima; e a linha CHUPA CHUPS CRAZY DIPS, pirulitos em formato de pé com um pó especial, onde ao se mergulhado e levado à boca, tem-se a sensação de que mini “explosões” acontecem. Em 2015, a marca foi estendida para uma nova categoria de produto com o lançamento no mercado italiano do CHUPA CHUPS CHOCO, pequenos confeitos de chocolate ou amendoim coberto de chocolate.


Os divertidos e deliciosos sabores 
Os pirulitos CHUPA CHUPS podem, dependendo do país, ser encontrados em mais de 100 sabores, incluindo, além dos tradicionais de frutas (que incluem uva, morango, cereja, raspberry, banana, melancia, laranja, manga, abacaxi, limão e maçã verde), alguns exóticos como pimenta (criado especialmente para o mercado mexicano), lichia, café, sorvete de chocolate e morango com creme, chá verde, chá com limão, morango com chocolate, caramelo, cola e cacau com baunilha. E muitos deles vêm com brinquedinhos divertidos para as crianças. Os famosos pirulitos também estão disponíveis em várias outras versões: sem açúcar, recheado com chiclete, em tamanho mini, com leite e com recheio cremoso.


Uma marca Cult 
Além dos pirulitos que conquistaram uma imagem descolada, irreverente e descontraída junto aos consumidores, tanto que deixou de ser associado exclusivamente à infância, a marca CHUPA CHUPS se transformou em um símbolo cult. E aproveitando essa força, a partir de 2000, foi criada uma divisão para licenciar a marca CHUPA CHUPS para outros segmentos de produtos. Isto porque, a marca reunia três requisitos importantes para ser licenciada: alta notoriedade, personalidade forte, além de ser uma love brand, ou seja, conecta-se com o público em nível emocional. Surgiram então roupas, calçados, acessórios, óculos, perfumes, produtos de higiene, itens de decoração, cosméticos e brinquedos com a divertida marca espanhola. Finalmente em 2014 a marca inaugurou um comércio eletrônico (http://www.chupachupsshop.com), inicialmente para o mercado italiano, para vender boa parte destes itens. Além disso, a marca fechou uma parceria com a varejista sueca de moda H&M para a venda de uma coleção de roupas e acessórios para crianças e adolescentes. Essa divisão de licenciamento rende mais de €50 milhões por ano para a marca.


Campanhas que fizeram história 
A marca CHUPA CHUPS agradece ao marketing, muitas vezes espontâneo, de várias celebridades em relação ao seu produto. Madonna, grandes astros do esporte como Michael Jackson, os meninos do grupo East 17, os modelos Joel West e Marcus Schenkenberg e até o roqueiro Perry Farrell. Todos contribuíram para tornar CHUPA CHUPS uma marca cult. As garotas do Spice Girls foram contratadas pela marca como garotas-propaganda. O sucesso foi tanto que acabaram ganhando uma linha de produtos composta pelo Fantasy Ball (pirulito sabor pêssego com chiclete dentro), o Pen Pop (porta-pirulito com caneta), o Pop Talker (porta-pirulito em forma de microfone) e o Crazy Dips (pirulito com formato de pé). E não só com celebridades a marca pretendeu atingir o novo público. Há poucos anos atrás, iniciou um projeto ousado de conquistar adultos com uma guloseima caracteristicamente infantil. E a marca vem colhendo resultados surpreendentes. Na Europa, por exemplo, os consumidores acima de 20 anos já respondem por 50% das vendas. Uma campanha capaz de despertar nos adultos o lado, digamos “sexual” do produto, fez muito sucesso nos Estados Unidos e na Europa. Um anúncio exibia uma loura deslumbrante, degustando sensualmente o pirulito. Título da propaganda: “Prazer. Oral”. Na Alemanha, outra campanha intitulada “Me Lambe”, mostrava que o pirulito tinha um apelo sexual.


Porém, uma das campanhas mais criativas e conceituais para marca foi criada recentemente pela agência sul-africana Lowe Bull, baseando-se no conceito de que os pirulitos eram essenciais para crianças. Com o slogan “It’s the end of the world without it” (“É o fim do mundo sem ele”), os anúncios mostravam dramas adultos ganhando moldes infantis diante da falta do famoso pirulito.




A evolução visual 
Apesar do logotipo original da marca conter uma simpática menininha, com a intenção de expandir o produto para outros mercados a empresa sentiu necessidade de uma identidade universal. E isso era trabalho para um artista. E o artista foi ninguém menos que o surrealista Salvador Dalí. Tudo começou em 1969 quando Enric viajou para Figueras, cidade a 150 quilômetros de Barcelona, para visitar o gênio do surrealismo. Durante a refeição e em menos de uma hora, Dalí desenhou o que seria o logotipo da marca CHUPA CHUPS em um pedaço de jornal. Fez considerações a respeito da disposição do logotipo na embalagem do produto, sugerindo sua aplicação no topo da embalagem como uma coroa, facilitando assim sua visibilidade e dando maior força de exposição à marca. Surgia assim o famoso logotipo na forma de uma margarida estilizada da marca CHUPA CHUPS, seguido do slogan, em catalão, “És rodó i dura molt, Chupa Chups”. Ou seja, “É redondo e dura muito, Chupa Chups”. Forte, alegre e único, o logotipo provou que era universalmente popular e se tornou um ícone definitivo para uma marca mundialmente famosa. Nos anos seguintes, o logotipo foi sendo apenas modernizado, sempre mantendo sua forma original. A última alteração ocorreu em 1988.



Os slogans 
Life Less Serious. (2008) 
Moving your world. (2008) 
Chupa un Chups. (1958) 
Smoke Chupa Chups. 
Flavour that stick to you.



Dados corporativos 
● Origem: Espanha 
● Lançamento: 1958 
● Criador: Enric Bernat 
● Sede mundial: Barcelona, Espanha 
● Proprietário da marca: Perfetti Van Melle S.P.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Sameer Suneja 
● Presidente: Ubaldo Traldi 
● Faturamento: US$ 900 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Fábricas: 14 
● Presença global: + 150 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Doces 
● Principais produtos: Pirulitos, balas e confeitos 
● Concorrentes diretos: Jolly Rancher, Dum Dums, Tootsie Roll Pop e Mister Pop’s 
● Ícones: O logotipo “margarida” 
● Mascote: Chuck 
● Slogan: Life Less Serious. 
● Website: www.chupachups.com 

A marca no mundo 
Os produtos da marca são comercializados em mais de 150 países ao redor do mundo, sendo que aproximadamente 90% das vendas se dão fora da Espanha. Hoje, a marca vende aproximadamente cinco bilhões de pirulitos por ano, que são produzidos em 14 fábricas espalhadas pelo mundo. Desde seu lançamento no mercado CHUPA CHUPS, que possui 34% de participação no mercado mundial desta categoria, já vendeu mais de 70 bilhões de pirulitos. Estima-se que um a cada três pirulitos consumidos no mundo seja CHUPA CHUPS. 

Você sabia? 
 Os pirulitos da linha original são feitos com ingredientes naturais à base de suco de frutas, sem corantes artificiais e com sabor prolongado. 

As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 17/7/2015

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